Leishmaniose: um perigo real para você e para o seu pet!


O risco da doença não existe apenas para os humanos: você sabia que a leishmaniose também afeta animais? E pior: os cãezinhos são os principais hospedeiros da doença!

Você talvez já tenha ouvido alguma campanha de conscientização contra a leishmaniose, uma doença de nome complicado de alto índice de mortalidade, e seus perigos para os seres humanos - mas uma coisa que você pode não saber ainda é que ela também é uma zoonose, pois contamina (e mata) animais, incluindo os domésticos como o seu pet! A leishmaniose é causada pelo protozoário Leishmania, que é transmitido por meio da picada da fêmea infectada do mosquito Lutzomyia longipalpis, conhecido como mosquito-palha, um inseto que prolifera em meio à matéria orgânica em decomposição (galinheiros, folhas, frutos, e até terra), o que torna o controle muito mais difícil, e não sazonal, embora os surtos de infecção aumentem no calor. Ao picar uma pessoa ou animal infectado, a fêmea do mosquito amadurece os protozoários dentro do próprio organismo, se transformando em um veículo transmissor para mais pessoas e animais, e a partir daí, a zoonose começa seu período de incubação, que varia de acordo com o organismo de 3 meses a 7 anos, até finalmente se manifestar. Existem dois tipo de leishmaniose: a cutânea e a visceral (a mais perigosa), que são causadas por protozoários distintos dentro do gênero Leishmania, e é interessante realçar que, independentemente de quem seja o hospedeiro, apenas o mosquito transmite a doença, portanto o contato com animais e pessoas infectadas não infecta um organismo saudável.



Quais os sintomas da leishmaniose?

Antes de estabelecer os principais sinais da doença, é importante saber que a Leishmaniose possui sintomas variáveis que diferem muito de organismo para organismo, e que podem ser confundidos com as manifestações de outras doenças, por conta da incidência no sistema imunológico infectado do cão, roedor, gato ou humano. Os primeiros sintomas podem aparecer na pele como de feridas cobertas por crostas e secreções, que tendem a evoluir para nódulos como “ínguas” e até mesmo cicatrizes; a boca e nariz (ou focinho) também podem ser afetados juntos ou separadamente por lesões inflamatórias. Com a inoculação da doença, o sistema imunológico acaba afetado, assim como diversos órgãos do organismo, que reagem de com consequências correspondentes de cada região atingida, manifestando sintomas variados como:

  • machucados que não saram nunca, especialmente nas orelhas do pet;
  • problemas oculares, especialmente em cães;
  • nas patas dos pets, pode surgir quadro de pododermatite (infecção), pele muito grosseira e unhas espessas em virtude o excesso de queratina no organismo;
  • nódulos e caroços, que surgem do aumento do volume dos gânglios linfáticos como uma resposta do organismo à infecção;
  • vômito, diarreia, fezes com sangue, desidratação, irregularidades no trato urinário, perda de apetite, inchaço abdominal: sinais que a doença atacou o trato digestivo;
  • queda na produção de células sanguíneas, resultando em anemia e deficiência no sistema imunológico: sinais que a doença atacou a medula, chegando na fase mais grave.

 

 

É importante lembrar que, em se tratando de pets, a maioria esmagadora dos casos dessa zoonose se trata de leishmaniose visceral, uma forma muito mais agressiva da doença, que pode ser fatal em qualquer espécie e que precisa de tratamento urgente - é necessário realçar também que a doença deixa o sistema imunológico da pessoa ou animal muito debilitado, aumentando as chances de contrair mais doenças que podem dificultar o diagnóstico e a chance de sucesso no tratamento. Lembre-se também que, especialmente em cães, a leishmaniose pode ser assintomática durante sua evolução, atrasando o diagnóstico por não ter aparentemente “nada de errado” com o pet: por isso, os exames são fundamentais para diagnosticar a doença.



Diagnóstico, tratamento e prevenção da leishmaniose

Tanto em pets quanto em seres humanos, o diagnóstico da leishmaniose é um processo bastante complexo, que requer exames clínicos e laboratoriais que precisam ser realizados para eliminar dúvidas; especialmente em uma suspeita do tipo visceral da doença, é preciso realizar testes específicos que podem demandar amostra de tecidos e gânglios linfáticos do paciente, pet ou humano - esses são os testes mais seguros para detectar o protozoário, mas podem não ser capazes de identificar a infecção em formas mais brandas ou no início da doença, quando a amostra ainda não tiver sido atingida, resultando em um falso negativo. Os exames de sangue também são aliados no diagnóstico, tanto com a análise na contagem de anticorpos da amostra quanto nos testes rápidos de sorologia, que consistem na reação do sangue com uma solução que detecta o protozoário - mas, novamente, o resultado depende do nível de infecção. Detectar o DNA do Leishmania na amostra do pet também é uma opção no diagnóstico, ainda que com a mesma barreira dos outros testes citados - infelizmente, é um diagnóstico muito complexo, que requer a análise do todo pelo profissional para chegar a uma conclusão. 

 

A leishmaniose tem cura nos humanos, mas não tem para os pets - na realidade, pelo fato dos animais serem os principais hospedeiros do protozoário, o tratamento deles não era permitido pelo Ministério da Saúde até poucos anos atrás, resultando no sacrifício dos cães diagnosticados na época. Em 2016, o Ministério da Saúde regulamentou um medicamento para o tratamento em animais, que apresenta resultados positivos na cura clínica e epidemiológica, deixando o cãozinho saudável e incapaz de transmitir a doença, embora não cure completamente o pet - este tratamento é muito caro, complexo e requer acompanhamento veterinário constante para o resto da vida do animal; além disso, mais medicamentos serão administrados no tratamento, para recuperar órgãos e sistemas do organismo que foram afetados pela doença. Para humanos, a leishmaniose tem cura, na maioria dos casos, mesmo em casos de imunodeficiência, desde que o tratamento seja seguido à risca.

 

 

A leishmaniose é mais um dos casos em que é melhor prevenir que remediar, e você pode fazer muito para prevenir tanto você quanto seu pet! A vacinação, mesmo que não evite completamente a doença, é um preventivo excelente para o pet que não apresenta a doença, assim como a coleira ou solução repelente que afasta o mosquito (e as pulgas!) do seu pet - e a dica do repelente é válida para você também, não somente contra o mosquito da palha que transmite a Leishmania, mas contra outros insetos como o mosquito da dengue de afetarem a sua saúde! Telas de proteção anti mosquito também auxiliam na prevenção doméstica humana e animal, assim como a limpeza do ambiente, já que o mosquito se desenvolve em meio a material orgânico em decomposição: tudo é válido para proteger a sua saúde, e a da sua família humana e de quatro patas!

 

Mesmo não sendo sazonal, a  proliferação de mosquitos e da doença tende a aumentar com as altas temperaturas, então por que não aproveitar esse momento e comprar uma coleira repelente para o seu cão ou gato? A Império dos Animais oferece as melhores opções do mercado para proteger a saúde do seu pet no petshop mais completo da região, além de uma estrutura completa para avaliações e exames clínicos e laboratoriais, executados pela equipe mais dedicada que você vai conhecer: faça uma visita e mantenha  saúde do seu bichinho em dia! 

Conhece outros donos de cães e gatos? Envie este artigo para ajudar na conscientização: a leishmaniose é uma doença muito séria que requer comprometimento em equipe para ser combatida! Contamos com você!